segunda-feira, 2 de junho de 2008

(Des)acasos e rotinas


(Olá queridos!

Obrigada por estarem mais uma vez aqui lendo as minhas composições dos momentos de devaneios!
Por favor, deixem seus comentários pois graças a eles tenho sempre progredido na minha maneira de escrever!
Sim, esta é mais uma shortfic em homenagem ao meu shipper favorito que fala mais um pouco do tipo de 'relação' que existia entre eles. ;D)

-Milorde,não.. Por favor, perdoe-me, por favor... Não foi minha intenção, por favor, por favor! - Suplicava a comensal em meio as lágrimas, jogada aos seus pés, segurando seu Lorde pela capa.-Eu juro que...
-Cansei de suas promessas Lestrange! Suas falhas já foram mais do que suficiente!- gritou Voldemort com tanta força que sua voz fez vibrar as janelas do quarto. - Solte-me agora, mulher! - Disse ele, segurando-a pelos braços, empurrando-a para trás e derrubando a comensal aos prantos de costas no chão.
-Milorde... - Suplicou baixo, em meio a soluços nervosos, arrastando-se na tentativa de alcançar os pés dele.
Voldemort urrou de raiva, e com um balanço brusco da varinha, fez a comensal voar uns centímetros para trás e bater de encontro a parede.
-Estou com nojo de você, Bellatrix!-dizia andando em direção a ela, olhando-a com escárnio e falando firme, com um ódio notório em sua voz - Sempre foste a minha mais fiel e leal comensal da morte, e no momento que mais precisei de ti, te tornaste esta inútil!
A comensal encolheu-se contra parede. Agora ela percebia o quanto ela tinha se tornado inútil. Primeiro pelo tempo perdido que se deixou passar em Azkaban e agora isto: Ela não podia ter deixado Potter quebrar a maldita profecia sem antes ter pelo menos escutado o que ela dizia. Voldemort tinha convocado ela e Lucius para liderar os outros comensais. Agora, Malfoy estava com um encontro marcado com os dementadores e ela recebendo o castigo mais que merecido por sua falha. Nunca tinham cometido um erro com tamanha gravidade.
Ela tinha o rosto inundado pelas lágrimas. Voldemort havia parado de frente para ela e a olhou nos negros olhos que suplicavam pelos seus. Levantou uma das mãos e cerrou o punho, apertando com força. Em um reflexo rápido, Bellatrix fechou os olhos e virou o rosto para o lado. Sabia o que ia acontecer.
No entanto Voldemort, tornou a baixar a mão e a segurou pelos ombros levantando-a quase violentamente.
-Olhe pra mim Bellatrix. - falou entre os dentes, dando-lhe uma sacudida.
Ela tremia dos pés a cabeça. Nunca havia sentido tanto medo e tanta repulsa por seu Lorde na vida. Queria sair correndo dali. Queria que alguém entrasse pela porta e fosse resgatá-la das mãos daquele 'tirano', daquele 'ditador'... “O que eu estou pensando??” - repreendeu-se Bellatrix em pensamentos. Ninguém iria resgatá-la e ela não tinha de ser resgatada de nada. Ela estava nas mãos do seu Lorde, do seu Mestre, do seu Senhor, do seu Dono. Ela pertencia a ele de corpo, alma e coração. Era como se Bellatrix fosse outra Horcruxe dele: Um pedaço de sua alma ocupando cada espaço do seu corpo. Ele era o sangue que circulava em suas veias e irrigava os seus orgãos; ele era o ar que oxigenava e preenchia os seus pulmões. Ela era muito mais do seu mestre do que já fora de qualquer pessoa. Seus pensamentos, seus atos, tudo pertencia a ele.
Hesitou um pouco antes de olhar, ainda tremendo, nos olhos dele extremamente próximos aos dela.
-Sabes que merece ser castigada, não sabes? - perguntou Voldemort, com sua voz maldosa.
-Se-sei, Milorde- disse ela com a voz trêmula.
-Sabes que merece morrer, não sabes?
-Sei... - disse fechando os olhos.
Voldemort mais uma vez a empurrou de encontro com a parede, sacou a varinha e balbuciou algumas palavras que não se pode entender. Algumas cordas brotaram da parede amarrando braços e pernas da comensal. Bellatrix não tentou contestar e nem se defender das cordas que a prendiam com tanta força que acabaram ferindo seu pulso e tornozelo.
Ele tinha razão: ela tinha se tornado uma fraca, incapaz de resgatar uma profecia idiota. Que utilidade ela teria para ele? Que falta ela faria?
Ele certamente não usaria a maldição da morte, porque isso era ser bonzinho demais com ela. Provavelmente a torturaria até o dia clarear e em seguida usaria de algum outro artifício para ferí-la e a deixaria sangrar até que a morte viesse ao seu encontro.
Perdida em seus pensamentos macabros, tentando imaginar como ele a mataria, ela não percebeu a aproximação dele: Colou o seu corpo ao dela e a beijou intensamente nos lábios e tocou cada centímetro do seu corpo com veemência. Ela já não compreendia mais nada: Estaria ele despedindo-se dela? Queria provar o gosto do seu beijo pela última vez antes de sacrificá-la? Se fosse isso, Bellatrix resolveu deixar como uma última lembrança o melhor beijo que já lhe deu na vida, rendendo-se inteiramente àquele momento.
Ele jamais se desfaria de Bellatrix. Sua mais fiel seguidora jamais deixou de ser útil pra ele e jamais teria este fim. Ela sempre foi sua melhor combatente e duelista, tinha poderes extraordinários, mas nenhuma consciência, era verdade. Mas de que adianta ter consciência se ela não é capaz de sair de sua varinha e atingir o inimigo? Bellatrix tinha errado e errado feio, no entanto, ele ainda precisava dela.
O que Voldemort sempre 'odiou' em Bellatrix era o fato de que a sua submissão a ele lhe tirava o controle sobre seus pensamentos e atos, fazendo com que se deixasse levar pelos seus instintos mais primitivos. O Lorde das Trevas não podia negar: Sempre foi assim, e para sempre seria.
Em seguida, Voldemort afastou-se um pouco dela vagarosamente, deixando sua comensal quase desfalecida ainda presa a parede do seu quarto. O peito dela subia e descia rapidamente em um compasso sincronizado, tinha os cabelos bagunçados, os olhos apertados e o rosto extremamente branco, deixando-a com uma aparência extremamente doentia e demente.
-Você... é a minha desgraça, Bellatrix. - disse ele mergulhando na escuridão dos olhos dela e segurando-lhe um bom pedaço de cabelo, sem perceber que disfarçava mal os seus desejos.
Ela sorriu maliciosamente e arriscou uma mordida de leve nos lábios do seu mestre. Aos poucos o medo que ela estava sentindo dele ia se esvaindo. Ele soltou os cabelos da comensal, girou nos calcanhares e se afastou em direção a porta. Ao tocar a maçaneta com uma das mão, com a outra ergueu a varinha e balbuciou algumas palavras estranhas fazendo as cordas desaparecerem lançando Bellatrix ao chão.
-Milorde! - chamou Bellatrix, engatinhando e levantando-se, indo até o mestre que estava para sair do quarto.
-Não estás satisfeita que lhe poupei a vida Lestrange? - perguntou, tornando ao cômodo, em uma seriedade que não pertencia a ele.
-Não, Milorde. Não estou. - disse a comensal postando-se extremamente próxima a ele. Em seguida, segurou-o pelas roupas negras e o puxou de encontro ao seu corpo tão bruscamente que os fez dar alguns paços sem jeito para trás.- E podes me chamar de Bella. - falou suavemente mirando os seus lábios.
Envolveu-o com beijos ardentes e carícias que o faziam perder totalmente a razão. Esse era o único momento em que ele se tornava submisso a ela, o único momento em que ela se tornava a 'mestre' e ele o 'servo'. Ela sentia a necessidade de ser perdoada completamente; E ela já estava.

"(...)Embriago-me.
Em alguns minutos, o êxtase.
Nervos e músculos em fadiga
O que factível, feito, com zelo,
Sem pressa, sem medo, sem amor.
Nesse confronto de peles e véus
Dando prioridade ao meu bem estar
Ela entrega-se a mim sem queixa,
Eu, seu senhor. Ela minha musa seminua.
Disposta ao prazer sem amor,
Mais que servil, enternecendo o ato.
Ela toda em mim, dominando-me
Eu, um mero expectante do gozo."
Agradecimentos especiais a Tom Marvolo Riddle, a minha fonte inesgotável de inspiração(e outras 'coisas mais'...)
((hiehiehiehiehiehie!))

2 comentários:

Tom Marvolo Riddle disse...

Você... é a minha desgraça, Bellatrix!!!!

Não entendo como captas tão bem essa minha fragilidade - essa fraqueza imperdoável - que me assola quando estamos próximos... De qualquer forma, sinta-se, mesmo, lisonjeada: nesses "momentos" (você-sabe-quais), certamente és a mestra - e o és desde o tempo de Hogwarts, quando eu era apenas um garotão cheio de ambições e com os hormônios à flor da pele.

Parabéns, novamente!!

andressa disse...

Super perfas!!
As melhores de todas!!
Parabéns Best!!!

Bjxx

by:Malukets